Medicina do Sono

Apneia do sono aumenta risco de morte por câncer

Um estudo apresentado nesta terça-feira (4) no Congresso Europeu de Respiração, em Viena, aponta uma ligação entre grave apneia de sono e câncer. A evidência foi apresentada no início deste ano e também foi abordada em outros dois estudos apresentados no congresso. As pesquisas mostraram evidências do aumento na incidência de câncer entre os pacientes com apneia do sono, além de uma associação entre a propagação do câncer e a doença.
A apneia do sono consiste em alguma obstrução nas vias respiratórios que resulta em pausas respiratórias durante a noite.
No primeiro estudo, mais de 5.600 pacientes de sete diferentes clínicas do sono em Espanha foram analisados para investigar a ligação entre apneia do sono e mortalidade por câncer.
A gravidade da apneia do sono foi mensurada para verificar a quantidade de tempo durante a noite em que uma pessoa sofria de baixos níveis de oxigénio no sangue, isto é, menos de 90% de saturação de oxigênio.
Os resultados mostraram que pessoas com apneia que passam mais de 14% de seu sono com níveis de saturação de oxigênio abaixo de 90%, geralmente os pacientes com apneia do sono grave, tinha aproximadamente o dobro do risco de morte por câncer do que pessoas sem apneia. Os resultados mostraram que essa associação era ainda maior em homens e pessoas mais jovens.
Pessoas com apneia do sono podem ser tratadas usando o aparelho CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), que gera um fluxo de ar para manter as vias aéreas superiores livres durante o sono. No primeiro estudo, os pacientes que não usavam o dispositivo tiveram um aumento de risco de morte por câncer.

Um estudo apresentado nesta terça-feira (4) no Congresso Europeu de Respiração, em Viena, aponta uma ligação entre grave apneia de sono e câncer. A evidência foi apresentada no início deste ano e também foi abordada em outros dois estudos apresentados no congresso. As pesquisas mostraram evidências do aumento na incidência de câncer entre os pacientes com apneia do sono, além de uma associação entre a propagação do câncer e a doença.

A apneia do sono consiste em alguma obstrução nas vias respiratórios que resulta em pausas respiratórias durante a noite.

No primeiro estudo, mais de 5.600 pacientes de sete diferentes clínicas do sono em Espanha foram analisados para investigar a ligação entre apneia do sono e mortalidade por câncer.

A gravidade da apneia do sono foi mensurada para verificar a quantidade de tempo durante a noite em que uma pessoa sofria de baixos níveis de oxigênio no sangue, isto é, menos de 90% de saturação de oxigênio.

Os resultados mostraram que pessoas com apneia que passam mais de 14% de seu sono com níveis de saturação de oxigênio abaixo de 90%, geralmente os pacientes com apneia do sono grave, tinha aproximadamente o dobro do risco de morte por câncer do que pessoas sem apneia. Os resultados mostraram que essa associação era ainda maior em homens e pessoas mais jovens.

Pessoas com apneia do sono podem ser tratadas usando o aparelho CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), que gera um fluxo de ar para manter as vias aéreas superiores livres durante o sono. No primeiro estudo, os pacientes que não usavam o dispositivo tiveram um aumento de risco de morte por câncer.

Dificuldade para dormir pode ser sintoma inicial de Alzheimer

Dormir mal pode ser uma indicação inicial de Alzheimer, aponta um estudo realizado em camundongos na universidade de Washington.
Acredita-se que um componente chave da doença seja a formação de placas de proteína no cérebro.No estudo divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, os pesquisadores mostraram que os camundongos têm o sono interrompido quando essas placas começam a ser formadas.
Especialistas dizem que se a relação entre esses dois fatores for comprovada, a informação pode ser uma importante ferramenta para o tratamento da doença.
É consenso na literatura médica de que quanto mais cedo se descobrem os sinais de Alzheimer, mais efetivo tende a ser o tratamento contra a doença.
Portadores da enfermidade não apresentam problemas de memória ou clareza de pensamento até estágios mais avançados e, quando isso ocorre, partes do cérebro já foram destruídas, dificultando ou mesmo impossibilitando o tratamento.
Os níveis de proteína amilóide oscilam naturalmente, tanto em camundongos quanto pessoas, ao longo de um período de 24 horas. Mas, com o Alzheimer, tais placas são formadas permanentemente.
Na pesquisa conduzida em Washington, os pesquisadores afirmaram que camundongos de hábitos noturnos costumam dormir 40 minutos a cada hora, mas tão logo as placas começam a ser formadas, o período de sono é reduzido para 30 minutos.
“Se estas anormalidades começam cedo assim no desenvolvimento do Alzheimer humano, elas podem nos fornecer um sintoma facilmente perceptível (da doença)”, disse um dos pesquisadores, David Holtzman.
Mas descobertas em camundongos nem sempre são aplicáveis a humanos e podem existir outros motivos para a interrupção do sono.
Especialistas dizem que são necessários mais estudos para que se tenha uma visão mais clara do problema.

Dormir mal pode ser uma indicação inicial de Alzheimer, aponta um estudo realizado em camundongos na universidade de Washington.

Acredita-se que um componente chave da doença seja a formação de placas de proteína no cérebro.No estudo divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, os pesquisadores mostraram que os camundongos têm o sono interrompido quando essas placas começam a ser formadas.

Especialistas dizem que se a relação entre esses dois fatores for comprovada, a informação pode ser uma importante ferramenta para o tratamento da doença.

É consenso na literatura médica de que quanto mais cedo se descobrem os sinais de Alzheimer, mais efetivo tende a ser o tratamento contra a doença.

Portadores da enfermidade não apresentam problemas de memória ou clareza de pensamento até estágios mais avançados e, quando isso ocorre, partes do cérebro já foram destruídas, dificultando ou mesmo impossibilitando o tratamento.

Os níveis de proteína amilóide oscilam naturalmente, tanto em camundongos quanto pessoas, ao longo de um período de 24 horas. Mas, com o Alzheimer, tais placas são formadas permanentemente.

Na pesquisa conduzida em Washington, os pesquisadores afirmaram que camundongos de hábitos noturnos costumam dormir 40 minutos a cada hora, mas tão logo as placas começam a ser formadas, o período de sono é reduzido para 30 minutos.

“Se estas anormalidades começam cedo assim no desenvolvimento do Alzheimer humano, elas podem nos fornecer um sintoma facilmente perceptível (da doença)”, disse um dos pesquisadores, David Holtzman.

Mas descobertas em camundongos nem sempre são aplicáveis a humanos e podem existir outros motivos para a interrupção do sono.

Especialistas dizem que são necessários mais estudos para que se tenha uma visão mais clara do problema.

+ BBC Brasil

Como evitar o sono ao volante

Seja ao sair tarde do trabalho, ou ao pegar a estrada em uma viagem cansativa, ou mesmo quando você precisa dirigir após algumas noites mal dormidas… O sono pode atacar quando você estiver ao volante. Já estão disponíveis no mercado tecnologias para impedir que o motorista cochile, como o detector de fadiga, que identifica sinais de cansaço e emite um alerta sonoro e visual pedindo para parar o carro e descansar. Se a recomendação não for atendida, ele dispara um alarme. Indo além, em automóveis importados, há detectores de sonolência que analisam até o movimento dos olhos.

Embora esses aparatos – ainda restritos – têm se mostrado eficientes, a máxima de que o motorista é o principal responsável por sua segurança se mantém indiscutível, como salienta o diretor técnico do Centro de Estudo Multidisciplinar em Sonolência e Acidentes (Cemsa), Marco Túlio de Mello.

Em entrevista ao site Autoesporte (fonte dessa matéria), o especialista dá uma série de dicas para evitar o sono ao volante e revela alguns dados de como essa situação é mais comum do que se imagina. Será que você já bocejou ou mesmo “pescou” quando estava dirigindo? Trate de acordar porque o assunto é sério e confira de olhos bem abertos os conselhos a seguir.

Para começar, Mello explica que dirigir com sono é perigoso porque diminui a capacidade de concentração e de reflexo. Ele revela: “De 17% a 19% das mortes no trânsito brasileiro, uma média de 7 mil por ano, ocorrem com pessoas que dormem no volante. Na somatória dos acidentes de trânsito, de 29% a 32% dos condutores caíram no sono enquanto dirigiam”.

Há vários fatores que induzem a sonolência. “O principal é o cansaço depois de muitas horas acordado ou de muito tempo trabalhando. Além disso, há uma relação com a monotonia que ocorre ao guiar o veículo. Em percursos longos, exige-se muito do motorista. Uma vez cansado, ele fica sonolento, tem menos atenção e pode comprometer a sua segurança e a dos demais passageiros”.

Ele aconselha: “Nunca dirija depois de 19 horas acordado ou por mais de 9 horas seguidas, porque, assim como um bêbado, você não estará em condições. O ideal é descansar a cada 2 horas”. E ainda alerta: “Se a pessoa trabalhou por 9 horas, ela já está suscetível a acidentes no trânsito. Por mais de 12, esse risco duplica e por mais de 14, ele triplica”.

Outra recomendação do especialista, que também dirige o Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (Cepe) e participa de pesquisas do Instituto do Sono, é não pegar o carro entre 3h30 e 5h30 ou logo depois de almoçar. “Esses são os momentos mais propensos a cair no sono”.

As estradas, onde as pessoas passam mais horas guiando, o número de acidentes é maior. “Isso se explica por causa da monotonia. Para evitá-la, a sugestão é revezar a direção com outra pessoa que esteja descansada”.

O mais grave, segundo ele, é que ninguém tem condições de avaliar seu próprio sono. “Não existe um estágio de sonolência que não ofereça perigo. Se sua vista começa a embaçar, está na hora de encostar o veículo, lavar o rosto, tomar um café e descansar. A maioria dos condutores que dormiram e se envolveram em acidentes sequer se lembram de ter fechado os olhos”.

Para ficar acordado, motoristas colocam a saúde em xeque. “Alguns tomam medicamentos, mas, em vez de se manterem em alerta, se prejudicam. O efeito do remédio dura por pouco tempo. Quando ele acaba, o sono é incontrolável”. E se não bastasse, o diretor ainda revela: “Há casos de pessoas que queimam cigarro no próprio corpo e até se batem para vencer a sonolência”.

No geral, o que mais atinge população são os distúrbios do sono. “É muito comum pacientes que não dormem bem e acordam cansados e com sonolência por causa de distúrbios, como ronco, apnéia [suspensão momentânea da respiração], insônia, bruxismo [ranger ou apertar dos dentes], chutar as pernas, entre outros. Nesses casos, o tratamento é primordial para eliminar o problema e minimizar os riscos de acidentes, inclusive no trânsito”.

E para encerrar, Mello assegura: “A transição entre uma leve sonolência e dormir no volante é repentina e as consequências podem ser gravíssimas. Abrir o vidro, aumentar o volume do rádio ou outros truques do tipo não adiantam. O que vale são as precauções do motorista para não colocar a sua vida em risco”.

Fonte: Autoesporte

+ Participe da nossa pesquisa sobre os efeitos da sazonalidade no sono

Paralisia do sono tem mais incidência em estudantes

A paralisia do sono é um distúrbio do sono que ocorre um pouco antes de dormir ou na hora de acordar. A pessoa sente o corpo todo paralisado, ainda que consiga mover os olhos, ela não é capaz de movimentar nenhuma outra parte do corpo. De acordo com estudo publicado na revista Sleep Medicine Reviews, esse distúrbio é mais comum em estudantes e pacientes psiquiátricos.

O autor do estudo, Brian Sharpless, falou que por mais assustador que a ocorrência possa ser ela afeta menos de 8% da população.

Para determinar quão comum é a paralisia do sono, os pesquisadores analisaram dados de 35 estudos diferentes. Os cientistas descobriram que 20% dos mais de 36 mil pacientes estudados tinham tido pelo menos uma vez um episódio desse tipo.

Sendo que destes pacientes, dois grupos tinham maior incidência de ter tido paralisia do sono pelo menos uma vez, 28% eram estudantes e quase 32% eram pacientes psiquiátricos.

Os dois grupos, mesmo diferentes, tem em comum ter o sono interrompido durante a noite. Segundo os pesquisadores, trabalhadores de turno ou que viajam muito, bem como quem tem narcolepsia também podem experimentar estas peculiares, pois costumam ter o sono frequentemente interrompido.

Na maioria dos casos a paralisia do sono não traz nenhum problema à saúde, ainda que Sharpless destaque que as pessoas podem ter algum tipo de alucinação. “É como se a pessoa estivesse em um sono, mas no fundo está acordado. Ela pode imaginar que tem alguém entrando no quarto ou que está levitando e não conseguirá se mexer”, explica ele, que pondera que essa sensação dura apenas por alguns minutos.

+ Bol

Britânica cura apneia noturna após perder 80 quilos

Uma britânica que parou de respirar durante uma internação hospitalar conseguiu curar sua apneia noturna após perder mais de 80 quilos.

Diane McLean pesava quase 180 quilos quando recebeu o diagnóstico.

“Eu acordei com com um monte de coisas acontecendo ao meu redor, em uma unidade de tratamento intensivo”, disse ela.

“Foi bem sério. Eu recebi alta, mas fui para casa com uma máquina de oxigênio que eu usava quando ia dormir.”

O choque da experiência no hospital fez com que McLean decidisse perder peso. Em um ano, ela emagreceu mais de 80 quilos.

“Minha apneia do sono ficou completamente curada e eu não ronco mais…ou se ronco, não é muito alto nem por muito tempo”, diz ela.

Onda de apneia noturna
Médicos na Escócia dizem que o número de pessoas com distúrbios de sono aumentou 25% nos últimos três anos e 80% dos pacientes estão acima do peso.

O problema também estaria acontecendo em outras partes da Grã-Bretanha.

Um estudo realizado pela Universidade de Wisconsin, em 2002, concluiu que a obesidade é o principal fator de risco para a apneia noturna e que 4% dos homens de meia idade e 2% das mulheres apresentam os sintomas.

A apneia noturna é uma condição ligada ao formato da garganta, que faz com que a pessoa pare de respirar durante o sono e acorde diversas vezes ao longo da noite.

O excesso de gordura em torno do pescoço pode causar o problema ou tornar seus sintomas mais graves.

Em alguns casos, motoristas sofrendo de apneia do sono causaram acidentes fatais após dormir ao volante.

“Estamos chegando ao limite de nossa capacidade para lidar com o problema e há uma ligação inegável com o peso dos pacientes”, diz o especialista em distúrbios do sono Tom Mackay.

“Para um homem, se você tem um tamanho de colarinho acima de 44 centímetros, isso indica que há gordura demais em torno de seu pescoço.”

Segundo o médico, já há mais novos casos de apneia noturna sendo diagnosticados do que de câncer de pulmão e enfizema combinados.

+ G1

Tratamento contra apneia do sono reduz hipertensão

Ao estudar as causas da hipertensão resistente, que não cede com o uso de medicamentos, um grupo de pesquisadores constatou que a condição mais frequentemente associada ao problema é a apneia do sono – distúrbio caracterizado pelos roncos frequentes e engasgos enquanto o paciente dorme. Na pesquisa, os cientistas constataram que, curiosamente, a imensa maioria dos pacientes com apneia do sono não conheciam o diagnóstico.

O estudo foi realizado por cientistas do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com pesquisadores do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, e já foi aceito para publicação na revista Hypertension.

Em outro estudo ainda inédito, o grupo do InCor também demonstrou que o uso do equipamento conhecido como CPAP – sigla em inglês para “pressão positiva contínua nas vias aéreas” –, tratamento padrão para a apneia do sono, pode ser eficiente como terapia auxiliar, no caso dos pacientes com hipertensão resistente.

Um estudo anterior, publicado em março na Hypertension, havia demonstrado que o CPAP é eficiente também como prevenção, no caso de pacientes pré-hipertensos ou com hipertensão mascarada.

Os dois trabalhos sobre hipertensão resistente foram realizados no âmbito de um projeto que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular e foi coordenado por Geraldo Lorenzi Filho, professor do InCor. Os estudos também tiveram a coordenação de Luciano Drager, Médico Assistente da Unidade de Hipertensão do InCor.

“Os pacientes com hipertensão resistente, por definição, são aqueles que não conseguem controlar a pressão arterial mesmo tomando três fármacos anti-hipertensivos em dose máxima tolerável, sendo um deles diurético.Trata-se de um problema muito grave, por isso decidimos realizar um estudo sobre as causas desse tipo importante de hipertensão”, disse Drager à Agência FAPESP.

Apneia obstrutiva do sono reduz fornecimento de sangue para o coração

Apneia obstrutiva do sono pode causar alterações na função dos vasos sanguíneos, que reduz o suprimento de sangue ao coração em pessoas saudáveis. A afirmação é de pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. Os resultados divulgados pela American Heart Association mostram também que tratamento com 26 semanas de pressão positiva contínua (CPAP) melhora a oferta e a função do sangue entre os pacientes.

Apneia obstrutiva do sono afeta cerca de 15 milhões de adultos nos Estados Unidos. O distúrbio pode contribuir para a pressão alta e doenças cardiovasculares. “Os resultados devem mudar a forma como os médicos tratam os pacientes com apneia obstrutiva do sono. Mesmo os pacientes aparentemente saudáveis com apneia do sono mostram anormalidades dos vasos sanguíneos pequenos e grandes, bem como suprimento de sangue deficiente para o músculo cardíaco e estes podem melhorar com a terapia CPAP”, disse o autor do estudo, Gregory YH Lip.

O tratamento CPAP fornece um fluxo de ar constante que mantém as vias aéreas abertas para garantir a respiração ininterrupta durante o sono. Isso elimina eventos de apneia e permite ao paciente obter um sono reparador.

Segundo os investigadores, reverter anormalidades nos vasos sanguíneos pode ajudar os pacientes com apneia obstrutiva do sono que são saudáveis a evitarem o desenvolvimento e a morte por doenças cardiovasculares.

Pesquisadores procuraram por alterações na função dos vasos sanguíneos em 108 participantes saudáveis – sem diferenças de idade, sexo, índice de massa corporal e tabagismo – divididos em três grupos:

  • 36 pessoas com apneia obstrutiva moderada ou grave do sono sem pressão arterial elevada;
  • 36 pacientes com pressão arterial elevada sem apneia obstrutiva do sono;
  • 36 pacientes sem pressão arterial elevada e sem apneia obstrutiva do sono.
  • Pesquisadores utilizaram diversas técnicas para avaliar a função dos vasos sanguíneos, incluindo ecocardiografia com contraste do miocárdico para verificar o fornecimento de sangue ao músculo cardíaco.

    Todos os pacientes receberam a terapia CPAP. De acordo com a equipe de pesquisa, estudos aleatórios ainda serão necessários para confirmar os efeitos benéficos da intervenção sobre os vasos sanguíneos.

    Além disso, os pacientes do grupo controle não foram tratados com a terapia CPAP, que teria sido clinicamente injustificada porque nenhum tinha apneia obstrutiva do sono.

    Apneia do sono pode estar relacionada com proliferação de células cancerígenas

    Alta taxa de falta de oxigênio é responsável pelo aumento de tumores, além de causar problemas cardiovasculares
    A interrupção da respiração durante o sono está ligada ao aumento das células de melanoma e ao crescimento de tumores. A constatação foi feita por um estudo da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica.
    As informações publicadas através de um comunicado da sociedade médica indicam que a hipoxia — alta taxa de falta de oxigênio — é responsável pelo aumento de tumores, além de causar problemas cardiovasculares, como hipertensão.
    Os testes foram realizados em ratos, nos quais foram injetadas células tumorais de melanoma. O primeiro grupo recebeu uma quantidade restrita de oxigênio durante um período do dia. O segundo grupo foi exposto aos níveis normais. Ao final da pesquisa, concluiu-se que os tumores maiores e as necroses mais graves eram dos ratos que sofreram hipoxia.
    Segundo os cientistas, o uso de animais limita os resultados. O estudo ainda precisa ser testado em larga escala com humanos para que a resposta seja garantida.

    + ClicRBS

    Tecnologia em excesso contribui para insônia entre adolescentes

    Muitas horas gastas com tecnologia e o uso excessivo de jogos eletrônicos são as possíveis causas do aumento da obesidade e de distúrbios do sono entre os adolescentes norte-americanos, indicaram duas pesquisas divulgadas essa semana, nos Estados Unidos, de acordo com o o site “EurekAlert”.

    Nesta terça-feira (9), pesquisadores da Universidade do Arizona apresentaram um trabalho no qual afirmam que o aumento dos problemas enfrentados na hora de dormir por muitos jovens está relacionado a muitas horas passadas diante de uma tela ou monitor, incluindo aí o uso de TV, computador e videogames.

    Além disso, esse maior tempo gasto com aparelhos eletrônicos também está associado a um aumento no consumo de cafeína, o que também contribui para os sintomas de distúrbios do sono.

    O estudo analisou dados de 320 adolescentes, com média de idade de 13,3 anos, sendo que 51,8% dos participantes eram do sexo masculino, 65% brancos e 35% de origem hispânica.

    “A combinação de sono inadequado com o aumento do tempo gasto com aparelhos eletrônicos e cafeína pode ter implicações negativas para a saúde, o bem-estar psicossocial e o desempenho acadêmico do adolescente”, considerou a pesquisa.

    Um outro estudo, divulgado nesta segunda-feira (8) por pesquisadores da Universidade de Arkansas, mostra que jogadores de computador ou console que passam mais de sete horas por semana se divertindo com games dormem menos e apresentam mais períodos de sonolência do que jogadores casuais ou quem não joga.

    Jogadores que relataram que os games interferiam na sua qualidade de sono dormiam menos de 1,6 hora do que os outros jogadores, enquanto aqueles que afirmaram ser viciados em games dormiram uma hora a menos em dias de semana, se comparados aos demais grupos analisados.

    O estudo analisou dados de 137 estudantes universitários, com idade média de 22 anos, sendo a maioria da amostra formada por mulheres (86%). Classificados como jogadores casuais ou exagerados (aqueles que gastam mais de sete horas por semana usando a internet e jogos no computador), 12,6% deles identificaram-se como viciados em games, enquanto 10,81% relataram que os games interferiam em seu sono.

    Na conclusão da pesquisa, os autores recomendam que os problemas descobertos no estudo devem contribuir para que os jovens jogadores sejam alvo de uma campanha para promover a melhora do sono.

    Distúrbio do sono REM é fator de risco para o Parkinson

    O distúrbio comportamental do sono REM (fase do sono na qual ocorrem os sonhos), caracterizado por pesadelos nos quais a pessoa grita, chora, dá socos ou pontapés, pode ser um problema anterior ao desenvolvimento da doença de Parkinson. O último de três estudos sobre a associação entre os dois problemas acaba de ser publicado no periódico médico britânico Lancet Neurology.

    O primeiro trabalho, realizado em 2006, mostrou que 45% dos pacientes que sofrem de distúrbios comportamentais do REM acabam desenvolvendo Parkinson ou outras doenças neurodegenerativas causadas pela falta de dopamina no cérebro. O segundo estudo, por sua vez, descobriu que testes de neuroimagem que medem a dopamina no cérebro são úteis para identificar pacientes com distúrbios no sono REM com mais riscos de desenvolverem doenças neurodegenerativas.

    A última das três pesquisas, a que acaba de ser publicada, usou a tomografia computadorizada para quantificar os níveis de dopamina no cérebro dos pacientes com distúrbios comportamentais do sono REM. Descobriu-se, assim, que os níveis do neurotransmissor diminuem rapidamente nesses pacientes, com o passar dos anos.

    Durante o terceiro estudo, os pesquisadores analisaram por três anos a evolução dos exames de tomografia computadorizada de 20 pacientes com distúrbios comportamentais do sono REM e de 20 pacientes saudáveis, usados como grupo de controle. Com a técnica de neuroimagem, foi medida a presença de dopamina na substantia nigra, região do cérebro responsável pela produção de dopamina e associada ao aprendizado e à harmonia dos movimentos do corpo.

    Na doença de Parkinson, uma deficiência de dopamina na substantia nigra causa tremor, rigidez e lentidão dos movimentos nos pacientes. Os resultados mostraram que, depois dos três anos de monitoramento, o grupo controle teve uma redução na produção de dopamina de 8%, devido ao avanço da idade. Já os pacientes com distúrbio no REM tiveram uma redução de 20%. Dos 20 pacientes deste último grupo, três tinham desenvolvido Parkinson e apresentaram uma redução de dopamina de cerca de 30%.

    Com a finalização dos três trabalhos, a equipe de pesquisadores liderada por Àlex Iranzo, do Hospital Clínico de Barcelona, concluiu que é necessário a criação de drogas neuroprotetoras que previnam a progressão dos distúrbio de comportamento do sono REM para o Parkinson. De acordo com eles, pela primeira vez os cientistas têm uma técnica – a tomografia computadorizada – para avaliar se essas drogas são efetivas.

    + Veja Online