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Participação do Dr. Denis no Jornal do Almoço

Assista ao vídeo da participação do Dr. Denis Martinez no Jornal do Almoço do dia 23/4 falando sobre Sonambulismo. Um  assunto atual graças ao papel de Cauã Raymond, o Jorginho, de Avenida Brasil.

Assista a matéria do Globo.com com vídeo na integra

Dormir com animal de estimação pode trazer doenças

Um artigo escrito por médicos da Universidade da California e do Departamento de Saúde Pública da California mostra os riscos que as pessoas se expõem ao dormir ou beijar seu animal de estimação. De acordo com o estudo, até 62% das pessoas que possuem cães ou gatos permitem que o animal durma na mesma cama. Isso aumenta o risco de algumas patologias como raiva, doença de Chagas, ancilostomíase e criptosporidíase.

Nos EUA, 60% dos lares têm animais de estimação. Segundo o American Pet Products Association, quase metade dos cães dormem nas camas de seus donos. O maior índice é de animais de pequeno porte – 62% dos donos de cachorros pequenos dormem com o animal. No entanto, até cães maiores dividem o espaço com seus donos, 32% das pessoas que tem animais maiores admitiram dormir com o animal.

Veja alguns casos relatados pelos médicos:

- Um homem diabético, de 48 anos, e sua mulher, tinham infecções recorrentes de MRSA (sigla em inglês para Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina – se lê Mersa). Cultura feita em amostras das narinas do cão da família mostrou que o animal tinha exatamente o mesmo tipo de bactéria que seus donos. O casal relatou que o animal dormia com freqüência na cama e também lambia seus rostos rotineiramente.

- Um paciente de 60 anos de idade com eczema crônico morreu de choque séptico, insuficiência renal e coagulação intravascular causada por C. canimorsus. O eczema de suas pernas era a entrada mais provável do seu organismo porque o seu cão costuma lamber seus pés.

- Dois casos de meningite em recém-nascidos foram associados a animais de estimação. Em um dos casos, o gato de estimação roubou a chupeta do bebê e usava como brinquedo e outro foi relacionado ao cachorro da casa que, por várias vezes, lambia o rosto do bebê.

- Um caso de meningite em uma dona de casa de 60 anos, no Reino Unido, foi associado ao hábito dela beijar, regularmente, o cachorro da família.

A recomendação dos médicos é que crianças pequenas, ou pessoas imunodeprimidas, não partilhem a cama com seus animais nem dêem beijos regularmente nos bichos.

+ Galileu

Estudo diz que qualidade do sono melhora com a idade

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que a qualidade do sono melhora com o avanço da idade, ao contrário do que se imaginava. O estudo, do Centro para Sono e Neurobiologia Circadiana da Universidade de Pennsylvania, nos Estados Unidos, ouviu por telefone 150 mil adultos. Segundo os depoimentos, a não ser por um período por volta dos 40 anos, a qualidade do sono aumenta com o passar do tempo. Os entrevistados na faixa dos 80 anos relataram a melhor qualidade de sono.

Michael Grandner, um dos cientistas que liderou a pesquisa, afirmou que a razão do estudo era levar as pessoas a repensarem o conceito sobre idade e baixa qualidade do sono. “Estes resultados nos obrigam a repensar o que sabemos sobre sono entre pessoas mais velhas – homens e mulheres”, disse. O pesquisador sugere que é possível que pessoas mais velhas estejam dormindo mal, mas elas simplesmente se sentem bem a respeito do próprio sono. “Mesmo se o sono entre os americanos mais velhos seja, na verdade, pior do que em adultos jovens, a sensação em relação a isto melhora com a idade.” O estudo foi publicado na revista especializada Sleep.

Equipamentos ou perguntas


Geralmente universidades contam com equipamentos que podem avaliar a duração e o nível de perturbação do sono para estudos com voluntários. E os resultados obtidos com estes equipamentos nem sempre combinam com a opinião dos voluntários sobre a qualidade do sono.

A pesquisa da Universidade da Pennsylvania se concentrou em perguntas para pessoas selecionadas aleatoriamente. Além de perguntas sobre a qualidade do sono, os entrevistados também tiveram que responder sobre o estado geral de saúde, renda, nível educacional e raça.

Durante as entrevistas, os pesquisadores notaram que estar deprimido ou ter problemas de saúde são fatores ligados a um sono de baixa qualidade. No entanto, quando os cientistas ajustaram os resultados para compensar estes fatores, um padrão diferente surgiu.

As reclamações sobre sono ruim caíram à medida que a idade dos entrevistados avançava e o menor número de reclamações vinha de pessoas com mais de 70 anos. A única exceção ocorreu entre pessoas na meia idade, quando foi registrada uma queda na qualidade do sono dos entrevistados.

Para Derk-Jan Dijk, professor de Sono e Fisiologia e diretor do Centro de Pesquisa do Sono de Surrey, na Grã-Bretanha, que não participou da pesquisa, o estudo americano é “interessante”. “Temos que nos afastar de todos aqueles mitos sobre envelhecimento. Muitas pessoas estão muito satisfeitas com o sono”, disse.

No entanto, para o professor, perguntas subjetivas sobre sono podem resultar em respostas que dependem do humor do entrevistado. “Se você está com raiva por não ter recebido um aumento de salário do seu chefe, por exemplo, sua percepção de qualidade do sono pode ser muito diferente de alguém que está satisfeito naquele momento”, afirmou.

+ Terra

7 motivos para começar a dormir mais a partir de agora

Com tanto trabalho, vida social e coisas interessantes para ver na internet, dormir as recomendadas oito horas por noite tem se tornado luxo para alguns – ou perda de tempo, para outros. Antes de trocar os lençóis por outras atividades menos relaxantes, é preciso lembrar que dormir pouco (ou mal) não só faz bocejar durante o dia ou tomar mais copos de café.

Noites mal dormidas podem provocar problemas de saúde e de aprendizado, além de trazer incômodas consequências. Confira a seguir algumas razões pelas quais vale a pena se organizar melhor para passar mais tempo na cama.

1 Dormir pouco engorda

Assaltar a geladeira de madrugada também ajuda, mas uma análise feita em 2008 pelo Instituto Francês para a Nutrição indica que dormir mal ou pouco reduz a retenção do hormônio leptina, que limita o apetite, e faz crescer a grelina, que proporciona a sensação de fome. Segundo o estudo, sono de má qualidade pode aumentar em 24% o apetite, principalmente de comidas gordurosas e doces.

Outro trabalho de 2011, divulgada no encontro anual da Associated Professional Sleep Societies LLC (APSS), nos Estados Unidos, revelou que pessoas sonolentas podem ter mais dificuldades para resistir a alimentos muito calóricos. Isso porque esse estado inibe a função do cérebro que controla a escolha dos alimentos, fazendo com que opções menos saudáveis possam vencer a disputa.

2 – Dormindo mal, seu desempenho pode cair

Dormir acordado. É mais ou menos isso que pode acontecer com uma pessoa que passa horas acordada depois do momento ideal para ir para a cama, de acordo com uma pesquisa desenvolvida pela University of Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e o Perceptual Robotics Laboratory, na Itália.

O experimento, divulgado no ano passado, foi realizado em ratos e indicou que, depois de algumas horas acordados além do que deveriam, alguns neurônios dos animais simplesmente desligavam, mesmo quando eles ainda não haviam adormecido. Os cientistas perceberam que as células que “paravam de funcionar” mais rapidamente eram exatamente aquelas mais usadas durante o dia. Nos humanos, isso pode significar queda no desempenho, portanto, nem sempre virar noites trabalhando pode valer a pena.

3- Você pode correr mais riscos, se não dormir

Ficar muito tempo sem dormir pode afetar na habilidade de avaliar riscos, de acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Sleep Research, em 2011. A experiência foi feita com 25 pessoas entre 20 e 35 anos de idade que ficaram 75 horas ininterruptas sem dormir.

Ao longo do tempo, os testes mostraram que sua capacidade de controlar seus impulsos e julgar os riscos caiu consideravelmente. A cada duas horas, alguns deles recebiam uma dose de 200 mg de cafeína, que se mostrou eficiente para minimizar os efeitos do sono.

Professores da Duke University obtiveram resultado semelhante, no ano passado, e apontam que pessoas que dormem pouco ficam mais otimistas do que as que têm uma boa noite de descanso, principalmente no que diz respeito a atividades que envolvem dinheiro, o que pode gerar decisões equivocadas e prejuízos indesejados.

4 – Dormir deixa você mais bonito

Os efeitos do cansaço estão, literalmente, na cara. De acordo com uma investigação do Karolinska Institute, em Estocolmo, na Suécia, pessoas que dormem o suficiente são consideradas mais atraentes e têm aspecto mais saudável do que aquelas que ficam muito tempo acordadas.

Para chegar ao resultado, os estudiosos tiraram fotos de homens e mulheres em duas ocasiões: após eles terem uma noite de oito horas de descanso e depois de ficarem acordados por 31 horas. As imagens foram mostradas a outras pessoas, que deveriam dizer quem tinha melhor aparência. Os vencedores foram os que haviam dormido mais, provando que um “sono de beleza” não faz mal a ninguém.

5- Cochilar estimula o aprendizado e a criatividade

Dormir uma hora durante o dia é suficiente para recuperar e até melhorar os processos cognitivos e de aprendizado, segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley. O estudo foi divulgado em 2010 e mostrou ainda que, à medida que a pessoa fica mais tempo acordada, sua capacidade de guardar informações novas cai. Ficar sem dormir por uma noite derruba essa habilidade em até 40%.

Outro levantamento de 2009 da mesma universidade mostrou que o sono, principalmente na fase REM (Rapid Eye Movement), em que ocorrem os sonhos mais nítidos, estimula o processo criativo de solução de problemas. Isso porque esse momento de descanso promove a formação de redes associativas no cérebro, mais do que quando acordado ou na fase não-REM.

6- Dormir mal está ligado à diabetes

Um levantamento feito pela Leiden University Medical Centre, da Holanda, em 2010, e outro realizado pela University of Chicago Medical Center, nos Estados Unidos, em 2007, apontaram a diabetes tipo 2 está diretamente ligada à má qualidade do sono.

Segundo os responsáveis, dormir pouco ou mal faz com que o corpo fique menos capaz de reconhecer a insulina, o que provoca um aumento do nível de açúcar no sangue. Por isso, eles afirmam que dormir bem e em quantidade adequada pode ajuda a prevenir e controlar o desenvolvimento da doença.

7- Dormir pouco pode levar à morte prematura

Cientistas das universidades de Warwick, na Inglaterra, e Medicina Federico 2º, em Nápoles, na Itália, advertem: dormir menos de seis horas por noite pode abreviar a vida. Segundo eles, quem dorme pouco tem 12% mais chances de morrer em um período de 25 anos. Para chegar a esse dado, os pesquisadores analisaram os registros de mortalidade e padrões de sono durante 25 anos.

Ao todo, dados de 1,3 milhão de pessoas foram avaliados com base em 16 pesquisas na Grã-Bretanha, Estados Unidos e países da Europa e da Ásia. O ideal, segundo eles, é dormir entre seis e oito horas por noite. Mais do que isso também pode indicar problemas de saúde.

+Abril

Dormir com a TV ligada pode causar depressão

Um estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, sugere que dormir com luzes acesas – seja da televisão, do smartphone ou do corredor – pode provocar problemas de saúde, como câncer de mama, distúrbios do sono, ganho de peso e até depressão.

A pesquisa, envolvendo 16 hamsters, estabeleceu uma ligação entre exposição à luz e depressão. No experimento, todos os animais passavam 16 horas por dia sob luzes fortes e, durante as oito horas restantes do dia, metade ficava na escuridão total e a outra metade ficava sob luzes luzes fracas, semelhante às emitidas por uma televisão ligada.

Após 8 semanas, os hamsters que estavam em constante exposição à luz tiveram o desempenho significantemente prejudicado em uma série de testes de humor – por exemplo, eles beberam 20% menos açúcar que o resto do grupo e desistiam muito mais cedo em uma atividade de natação.

Além disso, os pesquisadores notaram diferenças no cérebro que indicaram menos comunicação entre as células nervosas, algo também observado em pessoas com depressão grave.

A explicação destas diferenças pode estar ligada à melatonina, que é produzida quando estamos no escuro. Com até mesmo a menor quantidade de luz durante a noite, o corpo libera a quantidade errada de melatonina. O hormônio age como um antioxidante, regulando nosso ciclo biológico e nos ajudando a adormecer, além de controlar a liberação de outros hormônios.

Tenha sempre uma higiene do seu sono.

+ Galileu

Mãe faz cócegas em bebê com apneia para que ele volte a respirar

Para a maioria das mães, fazer cócegas no bebê é apenas uma forma de diversão entre os dois. Mas, para a britânica Sanchia Norris, essa é uma forma de manter vivo o filho Benn, de 1 ano.

Isso porque a criança sofre de apneia e para de respirar até 23 vezes por noite. Para forçá-lo a ativar os pulmões novamente, a mãe faz cócegas na sola dos pés, no queixo ou na barriga. As informações são do jornal “Daily Mail”.

Sanchia é avisada por meio de um alarme que informa quando Benn para de respirar. Ela, então, corre para o quarto do bebê e o acorda.

Na apneia, um dos problemas mais comuns em crianças prematuras, a respiração é interrompida por 20 segundos ou mais durante o sono. Isso ocorre quando os músculos e o sistema nervoso do recém-nascido ainda não estão totalmente desenvolvidos.

Quando Benn nasceu, em novembro do ano passado, tinha apenas 6 meses e pesava 0,5 kg, menor que o comprimento de uma mão. Na época, os médicos disseram que seria muito improvável de ele sobreviver.

Contra todas as chances, depois de 18 semanas no hospital, Benn recebeu alta e foi para casa.

+ G1

Cientistas descobrem gene que atua no tempo de sono

Quando o despertador toca pela manhã, as pessoas têm reações distintas. Algumas levantam dispostas e outras lamentam por não poderem dormir um pouco mais. A diferença entre as duas situações pode ser explicada pelo nosso código genético. Um estudo europeu descobriu um gene responsável pela regulação do sono: o ABCC9. Quem tem duas cópias de uma de suas variáveis costuma dormir mais do que quem tem a outra versão. Além do DNA, fatores como idade, sexo e ambiente influenciam no nosso período de sono. A pesquisa foi publicada na revista especializada Molecular Psychiatry.

A pesquisa combinou as respostas de mais de 4 mil voluntários de sete países europeus a questionários sobre os hábitos noturnos com suas informações genéticas. Os resultados mostraram que a diferença no tempo de sono entre indivíduos com um e outro tipo do mesmo gene é bem grande. “Há uma tendência genética quanto à duração do sono. Isso significa que um indivíduo que tem um tempo de sono longo, vai ter sempre um tempo de sono longo”.

Os cientistas testaram a hipótese na drosófila (mosca da fruta), que também possui esse gene em seu DNA. A ação do gene ABCC9 foi bloqueado em seu sistema nervoso. Como resultado, as moscas diminuíram seu período de sono em um tempo considerável. “Isso é muito encorajador para nós”, disse Till Roenneberg, da Universidade Ludwig-Maximilians. “Isso indica que o controle genético da duração do sono pode ser baseado em mecanismos similares em uma gama de espécies altamente diversificada”, completou.

O estudo levou em conta a variação do tempo de sono que depende do ambiente em que se dorme, sexo e idade. “O tempo de sono vai se reduzindo ao longo da vida”, explica a doutora Allebrandt.

Doenças - Além de regular o tempo de sono, o gene ABCC9 codifica uma proteína, a SUR2, que regula o potássio nas membranas celulares do corpo. “É particularmente intrigante que estudos demonstraram que a proteína codificada por esse gene desempenha um papel na patogênese de doenças cardíacas e diabetes”, afirma ainda Allebrandt. “Então, aparentemente, as relações de duração do sono com os sintomas da síndrome metabólica podem ser em parte explicadas por um mecanismo molecular comum”.

+ Veja

Bebê inglesa depende de aparelho para respirar enquanto dorme

“A maioria dos pais provavelmente adora ver seus baixinhos tirar uma soneca no meio do dia – mas, para nós, é aterrorizante”. É assim que o inglês Chris Wyse descreve o sentimento em relação à doença sofrida por sua filha de seis meses.

A pequena Jovie para de respirar quando adormece. A hipoventilação alveolar primária ou maldição de Ondina — em referência a uma lenda da mitologia germânica — é uma doença rara — há cerca de 300 casos diagnosticados no mundo — e vem de nascença.

O que mantém Jovie viva é um aparelho, um ventilador especial que se acopla à garganta da menina por meio de um tubo. Ela passa 21 horas por dia ligada ao aparelho e, por garantia, nunca pode ficar muito longe dele.

“O ventilador é a sua tábua de salvação, não podemos ir a lugar nenhum sem ele”, conta o pai. “É difícil brincar com ela e agir como uma família normal, porque sempre temos medo de que ela possa ficar com sono de repente e perder a respiração”.

Jovie nasceu prematura e teve de ficar no hospital até que se desenvolvesse. Mas logo os médicos desconfiaram de que havia algo errado com a respiração da menina e chegaram ao diagnóstico.

A criança foi submetida a uma traqueostomia – cirurgia que abre um espaço no pescoço para a entrada do tubo. Inicialmente, ficava o tempo todo acoplada ao ventilador. Hoje, ela já está em casa pode retirá-lo de vez em quando, mas ainda precisa de supervisão profissional durante a noite.

“Temos a esperança de que quando Jovie ficar maior e mais forte, não vá precisar do ventilador o tempo todo”, diz o pai. “No mínimo, ela sempre terá de usar uma máscara de ventilação para dormir, mas esperamos que ela consiga crescer e levar uma vida normal”, completa.

Sonho pode apagar memórias negativas

Qual a receita para apagar uma memória dolorosa? O tempo, claro –incluindo o tempo gasto no sono e nos sonhos. É o que sugere uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

De acordo com os cientistas, os processos químicos cerebrais durante o sonho ajudam a filtrar as experiências emocionais negativas.

É na fase de sonhos do sono, conhecido como REM (sigla inglesa para “rapid eye movement”, ou movimento rápido do olho), que o cérebro trabalha as experiências emocionais. Essa fase equivale a 20% de uma noite.

O estudo dos EUA contou com 34 jovens saudáveis, divididos em dois grupos.

Metade viu 150 imagens “fortes” na parte da manhã e à noite -eles ficaram acordados entre as sessões. A outra metade dormiu uma noite entre as visualizações (veja infográfico acima).

Os pesquisadores observaram que aqueles que dormiram entre as visualizações relataram uma reação emocional melhor às imagens.

Além disso, exames de ressonância magnética dos participantes enquanto dormiam mostraram uma redução na atividade da amígdala (região cerebral que processa as emoções) no sono profundo.

REM

“Esse é o resultado mais interessante do trabalho. Não havia ainda uma relação comprovada entre sono REM e redução da atividade da amígdala”, analisa o neurocientista Sidarta Ribeiro, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

Os resultados sinalizam a importância do sonhar. “O estágio do sonho é uma espécie de terapia durante a noite”, explica Matthew Walker, principal autor do estudo que está na “Current Biology”.

O trabalho também indica porque as pessoas com estresse pós-traumático, como veteranos de guerra, sofrem com pesadelos.

A “terapia noturna” não funciona direito em pessoas traumatizadas, pois o sono REM costuma ser interrompido recorrentemente.

Ao dormir, a pessoa revive o trauma porque a emoção não foi devidamente arrancada da memória no sono.

Os pesquisadores também registraram a atividade do cérebro dos participantes enquanto eles dormiam, usando eletroencefalograma.

Durante o sono REM, a atividade cerebral diminui. Isso indica que a queda de estresse no cérebro ajuda a processar as reações emocionais às experiências do dia.

“Durante o sono REM há uma diminuição dos níveis de norepinefrina, um neurotransmissor associado ao estresse”, explica Walker.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley têm trabalhado há algum tempo ligando o sono ao aprendizado, à memória e à regulação do humor. Mas ainda não há um consenso científico sobre a função do sonho na saúde das pessoas.

Até a publicação de “A Interpretação dos Sonhos”, de Sigmund Freud, concluída no final do século 19, os sonhos eram vistos como premonições ou eram relacionados a problemas digestivos.

Freud lançou a ideia de que o sonho tinha uma ligação com o processamento inconsciente das emoções.

“Hoje, fazemos trabalhos que têm a ver diretamente com o que Freud estudou, mas de maneira mais aprofundada”, explica Ribeiro.

Dormir mal deixa você mau caráter

Que uma noite mal dormida tem o potencial de deixar a gente num mau humor do cão, todo mundo já sabe. Mas fique esperto porque, segundo cientistas norte-americanos, a falta de sono pode estimular também um tantinho de malandragem.

Em uma série de testes com voluntários (feitos em ambientes de trabalho, com direito a um chefe fictício observando cada passo do pessoal), os pesquisadores notaram que aqueles que tinham dormido pouco ou mal na noite anterior tendiam à falta de ética na hora de fazer escolhas – bem mais do que os que apareceram para os testes bem descansados.

Segundo os responsáveis pelo estudo, a falta de sono prejudica, além do raciocínio, o nosso autocontrole, o que torna mais fácil ceder à tentação de dobrar um pouquinho os conceitos de certo e errado para se dar bem em dada situação.

Ou seja, está aí mais um ótimo motivo para dormir bastante. Ouviu, chefe? Ouviu, mãe?

+Super Interessante